Justapondo essa realidade, cumpre dizer que a estabilidade humana está gradativamente ameaçada pela força do capitalismo, pela força do jogo do mercado e também pela força da insensatez humana. Notícias sobre fome, guerras, corrupção estão mais do que familiarizadas pelas classes “virtuosas” da sociedade, e mesmo assim vivencia-se o momento do fatalismo cínico, onde a mudança deve partir de um Deus maior. Uma salvação que não virá de cima.
O futuro está tão próximo quanto o presente, tão próximo quanto a Terra da Lua, e ainda assim a postergação das benquerenças é algo arraigado na sociedade contemporânea. A humanidade está em estado hipnagógico, prestes a entrar de vez nas dimensões oníricas e assim sonhar com um futuro melhor, no entanto o que tarda este sonho é a morosidade dos famigerados em abandonar suas velhas práticas.
Deve-se colocar como imperativo um despertar para uma nova era, uma transição de instabilidade para a estabilidade, observar a Terra como esse imenso processo evolutivo, onde nós seres humanos dividimos a mesma casa comum com as demais espécies. Corrobora o fato de que todos terão o destino comum, porque não alimentarmos um novo começo. A biodiversidade está depauperada, a perda de sintonia com a totalidade está culminando não somente na segunda maior extinção de espécies animais e vegetais da história do planeta Terra, mas também na falta de conexão entre os sujeitos, na falta de ações de solidariedade entre nós homo sapiens.
Um hino de indignação cresce a cada dia nas extensões endossomáticos dos seres humanos, elevando-se assim um senso crítico perante as causas ambientais e sociais, esperar-se-ia que os representantes das 193 nações, não dignas de decidir o futuro da humanidade, acordem para esse hino, despertem para a realidade e veja que a estabilidade do planeta está ameaçada.
Gustavo G. Sanches
