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Archive for março \28\UTC 2009

Eis que surge mais uma nova revolução em um dos eixos evolutivos da humanidade, este eixo evolutivo que estou falando é o digital que nada mais é que a I.A (inteligência artificial), esta revolução a qual estou citando é a cultura da convergência, que significa que toda historia a ser contada a alguém passa por diversos veículos, como TV, cinema, celular, internet, videogames, e que o fluxo dessa história é moldado tanto por decisões tomadas pelas companhias que produziram o produto, quanto pelos indivíduos que o recebem. Pois bem, esta cultura da convergência é um fato de que todos estão presenciando diariamente com séries de TV que não ficam só como séries, passam por todos os veículos, desde a TV até o popular videogame. No entanto se pensarmos por um lado ecologicamente esta cultura pode ser utilizada em prol da sustentabilidade, trazendo benefícios para o planeta.

Estes veículos que citei acima poderiam ser mais utilizados para divulgar ações de bem para o planeta, assim nós que estaremos recebendo estas informações poderíamos interferir e ajudar a construir um final feliz para o meio ambiente, a mídia que é o veiculo mais popular poderia se conscientizar e trazer programas, seriados, com temas relacionados ao meio ambiente, ao consumo sustentável, a quebra do capitalismo excessivo, e com isso os recebedores poderiam interferir, mas digo interferir não somente na teoria, mas sim na pratica que é o modo correto para mudarmos a situação atual do planeta, não digo uma mudança radical, uma adaptação para o que vem pela frente e assim nos conscientizando para que possamos deixar muitas riquezas para nossos filhos e netos.

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Preciosa é a contribuição de Platão, filósofo grego, ao relatar em A Parábola da Caverna, a complexidade que a “visão ofuscada” traz ao homem. De forma sucinta, ele aborda que ao se deparar com drásticas alterações em seu cotidiano, convém ao indivíduo se identificar no novo patamar, compreendendo gradativamente os novos fatores que vão o interferir. Porém, no intuito de passar o conhecimento adquirido aos seus companheiros de caverna, ele é denominado aventureiro, devido ao ceticismo dos outros em relação ao novo. Platão, com essa estória que perdurou gerações, descreveu sua época, na qual seus conterrâneos se guiavam apenas pelo senso comum, permanecendo na ignorância. Paradoxalmente, o filósofo era o indivíduo que se libertava da escuridão à procura da luz da verdade. A luz significa o conhecimento, e à medida que o adquire, o homem deixa de lado conveniências e alienações, tendo uma compreensão maior dos fatos que acontecem em sua vida.

Nessa linha de análise, Maurício de Souza ilustrou seu personagem Piteco, que vive ambientado na idade da pedra, no quadrinho As Sombras da Vida. O autor, fazendo analogia às idéias de Platão, conta de forma mais positiva a libertação, de forma que os personagens alienados saem da caverna por interferência Piteco, que se esforça a mostrar a verdadeira vida que não conhecem. Eles então, após um primeiro momento de cegueira pela superexposição de luz, se encantam com as paisagens novas e a riqueza de vida. Nessa esteira, o quadrinho finaliza com o protagonista evoluindo até os dias atuais, no qual se depara com personagens que, ao invés da caverna com sombras, estão alienados com a televisão.

Outro autor contemporâneo aproveitou a premissa de Platão. No livro Quem mexeu no meu queijo, Spencer Johnson descreve comportamentos peculiares do ser humano. Exemplificado em quatro personagens, começa por dois duendes, que demonstram a acomodação das pessoas ao se depararem com tribulações. Num primeiro exemplo, o duende fica lamentando os problemas encontrados, e só depois de um bom tempo volta a acreditar em si mesmo, se preparando e saindo a procura de soluções. Este, com mais iniciativa, tenta convencer seu companheiro da necessidade de se adaptar as mudanças, todavia, o outro personagem, além de se queixar, ainda carrega vários medos do que pode encontrar, se sair do seu mundinho de conveniências, então prefere permanecer. Por outro enfoque, os outros dois personagens são ratinhos com atitudes mais positivas diante dos problemas enfrentados. O desenlace que o livro salienta é a crítica das atitudes dos homens, que se esmorecem com as dificuldades e demoram a procurar novos rumos, sendo que poderiam ser mais práticos e positivos.

Posta assim a questão, é possível constatar nos dias atuais várias questões que turvam a sabedoria do homem. A que mais aterroriza a humanidade, ao menos deveria, é a forma desenfreada de exploração dos recursos naturais do planeta. A mesma sociedade da informação, ou do conhecimento, como é assim denominada; é a responsável por consumir 130% dos recursos da Terra. Ou seja, esta se consumindo do planeta mais do que ele é capaz de se auto-regenerar. São dados da WWF, entidade não governamental que atua mundialmente a favor da proteção da natureza. Ela divulgou o relatório Planeta Vivo 2008, onde apresenta através de resultados de pesquisas, números alarmantes do uso das riquezas naturais.

Se por um lado a sociedade moderna se desenvolveu tecnologicamente alcançando inúmeros avanços, por outro, quem sofreu as baixas foi a grande Casa mantenedora das riquezas, a Terra. Nunca é demais lembrar que tudo que se consome vem de alguma parte do planeta, e essa exploração desenfreada chegou a tal ponto devido à negligência de comunidades que adotaram estilos de vida altamente consumistas. Tudo que seu dinheiro pode comprar, ele o faz, sem pensar de onde veio e quais efeitos causaram o ciclo de produção daquele produto. No rótulo de uma mercadoria não vêm descritos os impactos de sua produção, se por exemplo a energia utilizada veio de uma hidrelétrica que acabou com a história de ribeirinhos que tiveram que se mudar do local onde passaram suas vidas, ou culminou na perda da biodiversidade de uma região.

Como se há de verificar, o sistema econômico utilizado nos dias de hoje se tornou insustentável, à medida que a população é mantida por produtos e serviços que não contabilizam os custos e déficits ambientais. Quando foi criada, a economia se tratava da técnica que visava atender as necessidades da humanidade, com comunidades distribuídas geograficamente e suas respectivas peculiaridades. Aconteceu que no mundo moderno o capitalismo não só atendeu as necessidades do humano, como também se impregnou em grande parte da estrutura social, como a política, ética e a ciência.

Cumpre observar, todavia, a existência de esforços para mudança de paradigmas. Foi com essa intenção que surgiu o termo sustentabilidade, segundo a Declaração Universal dos Direitos do Homem, “é a qualidade de se auto-sustentar sem agredir os recursos naturais, mantendo o meio-ambiente sadio e equilibrado para as presentes e futuras gerações.” Adaptando-se ao capitalismo adveio o termo desenvolvimento-sustentável, que é cercado de controvérsias, de acordo com o filósofo e teólogo Leonardo Boff “é uma contradição, pois, os dois termos se rejeitam mutuamente. A categoria ‘desenvolvimento’ provém da área da economia dominante. Ela obedece à lógica férrea da maximalização dos benefícios com a minimalização dos custos e do tempo empregado. A categoria ‘sustentabilidade’ provém do âmbito da biologia e da ecologia, cuja lógica é contrária àquela deste tipo de ‘desenvolvimento’”.

Como remate é importante frisar a importância de se mudar rumos e empregar a sustentabilidade, através de educação e consciência ambiental, potencializando o cuidado com a grande fonte de vida que é a Terra. Platão possivelmente diria que a sustentabilidade é a luz para o ser humano se libertar do sombrio consumismo que devasta e saqueia as riquezas do planeta sem nenhum pudor.

Gustavo Góes


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Corporações

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Grandes corporações surgiram ao longo do tempo, com o inicio da revolução industrial elas se instalaram no mundo todo se tornando indispensável para a população, alavancando a economia mundial e trazendo junto com tudo isso grandes problemas causados pelo mau uso de seus recursos. Tendo sempre como objetivo único,  o lucro, esse lucro que acabou trazendo danos irreversíveis para nós consumidores, de forma de que consumimos produtos com o qual não sabemos a forma de tratamento, a forma de produção, a origem exata de tal produto, nos deixando sem conhecimento de que pode causar danos para nós e não só para nós e sim para o planeta como um todo, de forma de que estão acabando com nosso meio principal de vida, o meio ambiente.

Eles causam danos para a biosfera  devastando florestas, com suas emissões de CO2, lixo nuclear e outros inúmeros fatores que podem representar estes danos. Na busca pela riqueza criamos e estamos colaborando com algo que vai nos destruir. Visando sempre este lucro excessivo, os negociantes não se importam se aquele produto, se aquela mão de obra está causando estragos para o meio ambiente, não, eles se preocupam até o momento em que aquele cobre que causou a poluição de uma cidade toda vira uma commodity e é negociada no mercado de ações, a partir deste momento a preocupação já não é mais o cobre causador e sim o faturamento que eles terão com tal matéria prima.

Toda a vida na terra está em declínio e a culpa é destas corporações, de nós como consumidores de achar que os recursos naturais são inesgotáveis. Pessoas que estão no poder destas corporações têm em suas mãos grande responsabilidade com a população, deveriam eles se importar mais com o meio ambiente e realizar ações com  que eles mesmo sintam que suas ações são importantes para um todo, e não só para o faturamento de suas empresas.

Nós sabemos o que eles fazem, eles sabem, basta tomar a iniciativa de que estão acabando com algo de que não lhe pertencem e sim a todos.

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Freud  hà muitos anos atrás colocaria em prova seus estudos sobre o determinismo assim acreditando que estudando uma pessoa a fundo conseguiria chegar a uma conclusão de que as pessoas não fazem suas próprias escolhas e colocando o livre-arbítrio em vão, concluindo que todas nossas ações e opções estão relacionadas a nossos ancestrais. Nos dias atuais essa teoria de Freud vem sendo presenciada na atual situação de nosso planeta em relação aos cuidados com nosso meio ambiente.

Muitos cidadãos são leigos no assunto sobre meio ambiente e isso se resume na plena atitude de como jogar papel no chão, desperdiçar água, e muitos outros fatores que analisando são feitos pelo fato de que seus pais   e   antepassados não deram uma boa educação sobre o meio ambiente. O fato é de que nós somos sim auto-determinantes e podemos sim fazer a diferença em nosso planeta, conciliando o consumo moderado com o modo de vida moderno, nosso modo de vida atual faz com que nós somos esforçados a consumir cada vez mais para que possamos nos socializar, não, isso é uma ilusão, devemos aprender a consumir com frugalidade, e ensinarmos nossos filhos, netos, jovens a qual terão em mãos um mundo cheio de problemas com o meio ambiente, que há sim uma esperança de mudança em nosso clima, em nossos ecossistemas  em geral, e que seus pais, avós fizeram sua parte para que eles estejam La. Quem nunca fez algo errado e culpou alguém, isso é sim um hábito comum entre nós e devemos disseminar que somos nós que fazemos nossas escolha e que nossa escolha é preservar o meio ambiente.

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nascente do rio tres bocas

A imagem acima não remete à cidade de São Paulo, sofrendo com as enchentes. Essa é a nascente do Três Bocas, rio que surge em Arapongas, atravessando a cidade de Londrina para afluir ao rio Tibagí. É de verificar-se a grande quantidade de resíduos plásticos na foto. Isto se, deve em grande parte, pela negligência da população humana para com as sacolas plásticas. Muitas vezes, para levar da farmácia uma caixa de comprimidos se usa uma sacola, e exemplos não faltam. Quem já não viu no supermercado a dona de casa colocar poucos produtos em cada sacola ou reforçá-la com outra. E para onde vão as sacolas?

Sabe-se que 56% do lixo plástico no Brasil são constituídos por sacolas usadas apenas uma vez.

9,7% do lixo gerado são de sacolas plásticas.

Anualmente, produz-se 18 bilhões dessas sacolas em nosso país.

Pasmem, é um “montão” de sacolas! E elas não apenas deixam feias nossas paisagens. Sua decomposição é de até 500 anos. Esse resíduo é o que mais poluí cidades e campos, entupindo vias pluviais e prejudicando animais, estes que chegam a se asfixiar com os sacos.

O uso delas veio a explodir no Brasil a partir da década de 1980, crescendo junto com o consumismo da população. Cumpre observar, todavia, várias ações da iniciativa privada, visando diminuir o uso das sacolas. Dentre elas, se destacam:

– Redes de supermercados se mobilizam dando desconto de R$0,03 a cada sacola não utilizada;

– padarias incentivam o uso de sacolas retornáveis produzidas com algodão (fonte renovável).

Outra alternativa que vem sendo utilizada, sobretudo pelos supermercados, é o uso das oxi-biodegradáveis, a qual necessita de uma análise mais detalhada. Esse tipo de plástico usa a o processo de alto-degradação, ou seja, ele contém aditivos que em contato com oxigênio aceleram sua degradação para até 18 meses. É bem verdade que o tempo que ela “aparece” no meio-ambiente é bem menor, comparado às sacolas convencionais; porém, é de se lembrar que são produzidas, assim como as convencionais, por meio de resina derivada do petróleo. Ao se degradar, esse plástico não será mais visto, no entanto, ele estará presente na forma de micro-partículas que poderão contaminar os ecossistemas.

Como se observa, é de extrema importância o estudo dos impactos ambientais causados por essas embalagens. E, somente com o conhecimento desses estudos, deve-se empregar ou não novas tecnologias no segmento das embalagens plásticas.

Em virtude dessas considerações, cumpre ressaltar a importância de se buscar novas atitudes para a diminuição do uso, não só das sacolas plásticas, mas de todo tipo de embalagem. Registre ainda a responsabilidade para com o destino de todo o lixo que geramos. Como reflexo dessas, teremos um planeta mais limpo e saudável, não havendo imagens como a do rio acima que é fonte de vida para nossa região.

Gustavo Góes

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