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Archive for maio \23\UTC 2009

Os programas do governo federal cada vez mais viabilizam verbas para o crescimento econômico do país, o ultimo lançado é o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) com este programa o governo deve investir no Paraná cerca de R$ 4 bilhões em seus quatro anos de andamento em diversas obras de infra-estrutura levando benefícios sociais para todo o estado. Construções como a usina Hidrelétrica de Mauá que está ocorrendo entre as cidades de Telêmaco Borba e Ortigueira, as margens do Rio Tibagi. Mas coloca em questionamento a forma que estamos relacionando degradação ambiental e o nosso estilo de vida urbano-industrial.

 Os danos ambientais com a construção desta usina são inquestionáveis. Fauna e flora da região serão cobertas pela usina e o rio que abastece duas importantes cidades da região terá sua água completamente poluída, também abastece as comunidades ribeirinhas e índios cainguangues que ambos dependem demasiadamente destes recursos para a sobrevivência, há também mata ciliar na região que será devastada. Estima-se cerca de 590 mil habitantes somando as duas principais cidades que são abastecidas pelo Rio Tibagi. Uma pungente demonstração de falta de ética socioambiental vem sendo questionada desde os primeiros estudos de impacto ambiental e relatório de impacto ambiental (EIA/RIMA) aprovado pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP), desde sua aprovação a obra já foi embargada várias vezes e mesmo com decreto judicial a obra retoma suas atividades, no entanto sabendo que os danos ambientais para a região são inquestionáveis. De que nos adianta termos leis ambientais rigorosas sendo que na prática ainda quem manda é a força maior, é o dinheiro. A operação e construção desta usina estão sendo feitas pelo Consorcio Cruzeiro do Sul, junção da Copel (Companhia Paranaense de Energia Elétrica) e a Eletrosul centrais elétricas. Sendo em um regime democrático a opinião pública deve-se sim ser levada a serio e não só a opinião daqueles interesses particulares, há de serem levados em conta à qualidade de vida de todos os que dependem da qualidade da água deste rio, aqueles que sobrevivem deste rio.

 Pode-se dizer que por outro lado as obras devem trazer em torno de 1500 empregos diretos e 700 indiretos, mas relacionados a grandiosidade dos danos ambientais na região não deve-se somente pensar em crescimento econômico e sim nos valores sociais, ambientais e culturais da região e preservar o meio onde vivemos.

 O pensamento obsoleto de desenvolvimento econômico nos coloca a refletir em obras como esta, não seria mais viável investir o dinheiro em energias renováveis, preservar os ecossistemas da região, preservar a cultura de nosso país sendo representada pelos índios que ainda tentam viver com a fumaça do progresso? Não seria possível agregar desenvolvimento econômico com obras mais verdes, sem que devastassem a biodiversidade do local, a resposta é sim, nós podemos, seguem-se muitos exemplos mundo afora, basta nossos governantes usarem os recursos financeiros e implantar projetos verdes. Urge citar ainda que as companhias que estão construindo a usina estão oferecendo em torno de cinco mil reais para cada família ribeirinha construir suas vidas em outros locais, imagine uma família ribeirinha acostumada com o estilo de vida ligados à natureza, com o estilo de vida denominado ‘’bem viver’’ citado por Leonardo Boff, se mudando para uma capital e formando cada vez mais aglomerados humanos, eles não estão dando uma oportunidade para estas famílias e sim com a grande certeza estarão levando-os para o declínio moral e social. Isso, contudo define o modelo  de desenvolvimento econômico do governo e o modo como estão tratando e preservando o principal meio, o meio ambiente.

 Foto: ONG MAE

Geral principal alta

Canteiro de obras da Usina Mauá

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leis+hermeticas

Protetora, senhora espiritual, dona da fertilidade, representação da Virgem Maria e casa grande, são venerações dadas pelos povos das culturas andinas e das planícies da Bolívia para a mãe natureza. Na cultura Brasileira a terra como mãe do índio. Todos são gratos por terem saídos do ventre de suas mães, alguns se dizem não gratos, mas no totalitarismo a gratidão é digna de admiração.

 

A mãe natureza nos da à graça todos os dias, com o ar que respiramos aquela brisa de fim de tarde que se sente com imensa exatidão, a natureza se revela presente em todas suas formas, ela chega a forma de ar, terra, água, fogo, que são elementos essências para a existência em sua casa, e mesmo assim não somos dignos de merecimento de tamanha generosidade.

 

Após o demasiado progresso com inicio na revolução industrial, o homem vem sendo ingrato com sua mãe terra, a fumaça do progresso não pode se apagar e com isto chega a poluição do ar, da água, do solo, é o efeito mais visível da ação destrutiva do homem da sociedade industrial. Todas as formas de vida, tudo o que existe no universo tem consciência, a diferença é que os seres humanos têm consciência de terem consciência, portanto podem interferir e transformar o meio, atuando como participante desperto na teia da vida. A terra como sistema integrado sempre foi e é capaz de regular o meio ambiente para gerar e manter as condições necessárias para o surgimento e manutenção da vida.

 

 O ser humano vem moldando o futuro do planeta terra, transformando a natureza, interferindo em toda organização da vida no planeta, com todo este poder ele pode ser voltado para a destruição e criação, e se nós seres humanos estivermos usando o poder para a criação e diretamente destruindo?  A resposta a ser dada pode vir como forma de ética, a ética da conservação sempre chega tarde demais, este sempre foi o grande empecilho, dinheiro primeiro, depois ética conservacionista.

 

A verdade é que estamos fora do ponto de equilíbrio climático iniciado após a revolução industrial, estamos diante de uma catástrofe global onde a terra continuara mas quem não continuara somos nós. Acima de tudo isto a nossa mãe terra se mostra generosa, ela se mostra com um poder de regeneração monstruoso, basta deixa-la em paz para que possa cuidar de seus filhos como aquela mãe carinhosa, cuidadosa, que sabe o que seu filho precisa para o bem viver, e não para o que o seu filho deseja ter por absoluto pensamento consumista.

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homem maquina

Ressaltando o estilo de vida atual o ser humano vem sendo cada vez mais desumanizado sendo tratado e exercendo o papel de maquina dentro de seu ambiente de trabalho e também fora dele. As pessoas deveriam aprender a viver sabendo diferenciar a maquina que cada um é em seu horário de trabalho seja ele industrializado trabalhando literalmente como uma maquina, ou não, e se humanizando nas outras horas, aqueles que nos fazem  mecânicos nas horas de trabalho também farão com que nós   fiquemos   os  mesmos imbecis nas horas vagas, fornecendo a massa estes divertimentos padronizados em series, estes que nos fazem  maquinas nas horas de trabalho também lhe prendem quando não estão trabalhando sendo obrigado a de forma direta ou indireta participar para o sucesso de sua empresa, devemos fazer um grande esforço para se tornar seres humanos.

Diante de varias crises a mais falada vem sendo a crise econômica, esquecendo as demais, o nosso quarto poder, assim dizendo, se preocupa em nos infectar com a também crise midiática, muitas pessoas estão sendo obrigadas a mudar seus estilos de vidas, ficando desempregados,  e sendo obrigados a se adequar com um estilo de vida mais frugal, consumindo menos. Revela-se também que somente o trabalho demasiado e o pensamento maquina vinte e quatros horas por dia não são as  alternativas para se sair desta crise econômica, que somente programas de governos para acelerar o crescimento do pais pensando somente na industrialização e esquecendo os demais paradigmas não é a escolha certa, se este for o caminho estaremos com o pensamento obsoleto. Deve-se sim apoiar programas como o PAC de Dilma Rouseff, mas também há de se argumentar sobre danos para o meio ambiente que nem são colocados em questionamento em circunstancias como esta, deve-se sim criar um programa de aceleramento do crescimento do país, mas com um pensamento correto, pensando em nossos biomas, biodiversidade, ecossistemas, nos fatores sociais, culturais de nosso país. De fato esta crise pode criar também condições  para o despertar para uma vida ecologicamente consciente e responsável, sabendo o que é consciência, e o que é consciência ecológica  e aplicar no cotidiano.

Diga-se que para um futuro melhor deve optar por ser maquinas nas horas de trabalho e em seu tempo restante se humanizar, acreditar nos valores, resgatar valores esquecidos muitas vezes por intermédio da massa, aprender a exercer o bem viver, saber que alem da crise econômica há uma crise pior ainda a crise ecológica, uma crise que distinta de dinheiro não tem como resgatar, a natureza tem um poder monstruoso de se regenerar basta deixá-la em paz.

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A. Soares

A. Soares

Conforme a definição do dicionário Houaiss, esmola é a dádiva caridosa feita aos pobres. O Brasil conta com 19,3% da sua população abaixo da linha da miséria segundo dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV) de 2006, o indivíduo miserável é enquadrado de acordo com a instituição quando a renda per capita do domicílio não ultrapassa R$125,00. Como se observa na definição do dicionário, a esmola não distingue a situação do indivíduo necessitado. Embora a discussão da esmola na maioria das vezes se delimita aos mendigos e pedintes de semáforos dos aglomerados urbanos, a questão é muito mais ampla e cabe a distinção dos casos para melhor compreensão e discussão do assunto.

Posta assim a questão, é de se dizer da discussão atual em relação à esmola oferecida àqueles que estão à rua, maltrapilhos e pedindo moedas. Indubitável é a necessidade deles, já que perderam a dignidade de buscar uma oportunidade que lhe ofereça sustento, ficando resignados a pedir algumas moedas em qualquer esquina por aí. Uma vertente continua sensibilizada com o que vê na rua e ajuda com algumas moedas enquanto o sinal esta no vermelho, enquanto outros insistem na ideia de que ao ajudá-los ficarão preguiçosos, não indo em busca de trabalho, e alegam que isso é um problema maior que deve ser tratado por políticas públicas. Poxa! É óbvio que é um problema maior, enorme por sinal, pois seres humanos que não tiveram um bom lar com boa formação, ou por suas limitações não alcançaram o mínimo de êxito em alguma atividade, caíram no esquecimento, provavelmente não tiveram também amparo de uma base familiar e estão as margens da sociedade.

Saliente-se ainda que a forma que se da esmola a essas pessoas em grande parte das vezes é em algumas moedas, não se pode desprezar essa ajuda é claro, já que é um gesto caridoso com o intuito de ajudar naquele momento. No entanto, isso reflete a sociedade materialista que se vive hoje, na qual se acredita que a necessidade se resume a questão financeira. É muito vago pensar dessa forma, haja vista que a pessoa “marginal” precisa da compaixão do outro, ou seja, a simpatia piedosa para com ele. Somente se colocando no lugar do outro é que se vai perceber que a necessidade também é de carinho, de um sorriso, de gestos de amor que o motivam a acreditar novamente nas belezas da vida.

À guisa de exemplo, pode-se citar a Toca de Assis, entidade que se inspirou na obra de São Francisco e se dedica ao acolhimento dos pobres, oferecendo alimentação e cuidados especiais por gestos de compaixão. A atitude dessa instituição não é unívoca, visto que setores da iniciativa privada estão há algum tempo preterindo as instituições assistencialistas a projetos de recolocação social e profissional, ou seja, incentivam o acesso ao mercado de trabalho. Esse aporte financeiro das empresas é motivado pelo retorno positivo na imagem corporativa, à medida que aliam sua comunicação como socialmente responsável apoiando projetos positivos que dão nova função as pessoas assistidas. O que leva a entender que quem ajuda instituições assistencialistas pode ter sua imagem maculada de alguma forma. Embora sejam ações necessárias, cada caso é diferente, não se pode tratar como algum certo e outro errado de maneira geral. Um velho provérbio retrata uma atitude de Maomé, quando recebeu um homem dizendo que sua família passava fome e viera pedir socorro, ele então lhe deu 2 moedas dizendo que a primeira seria para comprar comida, e a outra para a compra de um machado para cortar lenha. Depreende-se que não apenas se deve resolver o problema imediato, mas ajudar para que não se repita.

Aos que consideram a esmola como problema maior, registra-se que o Brasil teve em sua origem alguns poucos senhores feudais que detinham gigantescas áreas, e comparando-se a proporção demográfica com os dias de hoje não se vê muita diferença, já que ainda permanece no país grande parte de latifundiários que detém o poder fora das cidades, gerando riquezas a poucos e não cumprindo a função social em suas propriedades. Nessa esteira, também o estado ao longo de décadas conhece o problema, mas se omite ao não articular a reforma agrária de forma considerável, o que pulverizaria a diferença de riquezas abissal entre ricos e pobres do país.

O Brasil vem se consolidando com potencia mundial ao longo dos últimos anos, entretanto, cumpre assinalar que a grande necessidade é de se potencializar na distribuição de condições. Recentemente se viu nos noticiários a atitude do poder público no Rio de Janeiro, em que colocou divisórias nos assentos situados em áreas públicas da cidade do Rio para que andarilhos e sem tetos não se deitassem. Essa atitude maquiadora é típica nesse país, onde seus cidadãos têm o péssimo hábito de reclamarem e citarem maus exemplos, eximindo-se de responsabilidades e aguardando ações de outros. Só não se sabe quem são os outros. Urge essa mudança!

Gustavo Góes

p.s. embora o blog se intitula pense verde, o autor se sentiu no dever de publicar o presente texto entendendo que todo ser humano está inserido na natureza. Cabendo o pensamento verde ao bem comum!

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