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Archive for julho \23\UTC 2009

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Existem muitas teorias em torno do surgimento da terra, teorias ora religiosas, ora cientificas, nenhuma delas com imensa razão, se é que haja razão para tamanha magnitude, eis um dos maiores mistérios para o homem. Sabe-se que os povos antigos viveram muitos anos em um convívio harmônico individualmente, tanto coletivamente buscando harmonia entre si e com a natureza. Com o passar do tempo muitos dos nossos aprendizados com os povos antigos foram sendo esquecidos, muito se vê disto nos dias atuais onde a falta de respeito e a intolerância nos levam a refletir aonde chegará esta humanidade. Para ser um pouco mais retroativo podemos falar do século passado, marcado por guerras, holocaustos, guerras religiosas, todo tipo de derramamento de sangue ocasionado por nós seres humanos para conosco. Nenhuma outra espécie vive desta forma, os animais matam para comer, nós matamos por ganância, os animais matam para se proteger, nós matamos para o poder, poder este que achamos que se mede pelo que possuímos e não pelo que somos, uma espécie que se mostrou inteligente mas que está acabando com sua própria existência, será tão inteligente assim? Estávamos ansiosos esperando o século XXI, onde a mudança iria prevalecer e entraríamos em um novo paradigma de vida, onde a humanidade teria que encontrar soluções para tantos problemas causados por nós mesmos, mas nada se nota nos dias atuais, reuniões onde os poderosos decidem pela maioria não colocarão a espécie humana fora do rol das extintas.

Que a terra não suportará tamanha devastação já esta comprovado por muitos dos mais importantes cientistas, mas realmente quem não sobrevivera somos nós, a terra sem os seres humanos se adapta, mas os seres humanos não vivem sem a terra, veja os dinossauros como exemplo, estavam destruindo a terra de maneira incessante e veja o que lhes aconteceu: foram extintos do planeta terra, se continuarmos a maltratar Gaia desta maneira este será nosso fim.

O fato de estarmos diante de uma sociedade cega e gananciosa faz-se refletir sobre o que Carl Sagan , renomado cientista, nos fala sobre fugir deste planeta e colonizar outros planetas para a continuação da espécie humana, para alguns complexo demais para outros uma solução, entretanto, sobre  todas as questões colocadas acima penso eu, será que não seria melhor cuidarmos deste planeta? Urge citar também que seria egoísmo de nossa parte acreditar que exista vida somente neste planeta entre bilhões deles, calcula-se que exista mais de cem bilhões de galáxias aumentando as possibilidades de outras vidas. Voltando ao foco principal, nos encontramos em outro estado onde a humanidade se faz  como cerne do problema, uma crise financeira ao qual pode ser a chave para uma crise ainda maior a de consciência, estamos reestruturando os sistemas bancários com bilhões injetados em corporações falidas, onde esse dinheiro acabaria com a fome no mundo. A consciência destes poderosos que decidem como, onde e quando, vão parar este dinheiro não deve estar limpa, podemos fugir de tudo menos de nossa consciência.

Ressaltando todos os problemas e as poucas soluções encontradas pelos homens diante a atual situação planetária, nos encontramos em um futuro decisivo onde, ou decidimos deixar esta maravilhosa criação Terra para nossos filhos e netos, ou perderemos de vez para os gananciosos. Escolhendo como alternativa a primeira opção é com indulgência que teríamos que reaprender a viver em harmonia uns com os outros e com a Mãe Natureza.

                                                                                                   Gustavo Sanches

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Ao longo de nossas vidas absorvemos inúmeras abordagens de Atlântida, que com diferentes linhas de raciocínio é para muitos um antigo reino que está submerso em algum local mar a dentro, outros apontam como sendo dos povos ancestrais do continente americano, e alguns estudiosos até figuram-no como uma nave extraterrestre colonizadora de nosso planeta. Interpretações à parte, é fato que conferindo as várias teorias e hipóteses, constata-se o mistério que cerca o possível reino. Vale lembrar que a primeira menção ao assunto realça a abundância em minérios e vegetais no local, e convém ressaltar o debate da possibilidade do reino ter sido criado como metáfora de alerta para uma catástrofe. Nessa linha de análise que Platão, não se sabe se apenas com o intuito de criticar a sociedade grega da sua época, elucidou que a cobiça e ambição de Atlântida foram responsáveis por sua destruição.

Não tenho a intenção de anunciar nenhum dilúvio, mas o assunto deve ser tratado sem leviandade. Características elencadas pelo filósofo para a decadência de Atlântida podem ser vistas nos dias de hoje, desde a ostentação dos recursos pela minoria até a cobiça de dominar outras regiões. Tais acontecimentos geram o desequilíbrio de Gaia, a Mãe Terra e refletem que o homem ainda não aprendeu a viver em harmonia com sua casa.

Junto às várias situações graves de desrespeito para com o planeta que já se tornaram lugar comum, como a explosão demográfica humana, aumento de gases de efeito estufa, e o uso 30% superior aos recursos naturais disponíveis, a mais alarmante é a questão da água; ela que compõe mais de 2/3 do nosso corpo já dá sinais importantes há algum tempo. Dados atuais apontam que 4500 crianças morrem todos os dias no mundo por doenças causadas por água insalubre, na cidade de Amã na Jordânia a população recebe água no encanamento apenas por 12 horas 1 vez por semana. Paradoxalmente, aqui onde a temos em abundância usamos-a para lavar calçadas, mesmo depois de ela chegar em nossas torneiras após tratamento, e enquanto isso a água da chuva nas cidades não é aproveitada e devido ao solo impermeabilizado pelo concreto e asfalto ela acaba alagando locais baixos e levando todo tipo de lixo para os rios.

Como se observa, não conseguimos adequar as questões de interesse comum. Ao depararmos com questões ambientais muitos se esquivam do debate alegando que é uma discussão de âmbito público, ou então que as nações abastadas devem ser responsabilizadas. Certo é que não devemos nos esconder em desculpas, ou agirmos por ideologia alheia, somente caminharemos em harmonia com Gaia quando nos conscientizarmos do nosso papel.

Em última análise, cabe a essa geração se livrar do paradigma cartesiano, de análise das partes, o qual foi nos estabelecido desde criança ao viabilizar o conhecimento em disciplinas. Como diria Arne Ness, o pai da ecologia profunda, é na ampliação do “eu” para o contexto ecológico, ou seja sistemático e interdependente, que o indivíduo abraça o outro ser sem a necessidade de advertências morais.

Gustavo Góes

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