Feeds:
Posts
Comentários

Archive for agosto \31\UTC 2009

O Pensador - Auguste Rodin

O Pensador - Auguste Rodin

Enquanto homo sapiens, somos seres capazes de contemplar diversas coisas, como por exemplo a estética, a natureza e o universo. Oportuno se torna dizer que essa capacidade é dada por uma conjuntura cosmológica que consagrou a vida na presente galáxia, dentre bilhões de outras. Também é necessário dizer que hoje sabemos que nossos genes contêm o “quinhão” de todas as outras espécies terrenas, ou seja, somos irmãos não somente entre seres humanos, mas também das plantas, aves, fungos, etc. A evolução humana desde a pré-história até alguns milhares de anos das civilizações, estabeleceu um processo de socialização que nos fez alcançar certos ganhos culturais, intelectuais e espirituais.

Enquanto outras espécies das que conhecemos* não desenvolveram o intelecto, os seres humanos o possuem, e que em conjunto com os 5 sentidos pode culminar não só em pessoas simples, como nós que levamos a vida a executar tarefas, mas também em gênios da história que, se é que podemos taxá-los em algum campo, Beethoven e Mozart na música, Shakespeare e Dostoyévski na literatura, e Da Vinci e Einsten transcendendo alguns limites.

Fica para outro momento a discussão importante do contexto histórico e ambiente no qual esses indivíduos viveram. Mas tendo-se presente os dias atuais, num outro enfoque, é de se perceber que as aglomerações urbanas proporcionam a redução da capacidade dos sentidos. No Brasil mais de 84% da população vive em áreas urbanas, fato que acaba por proporcionar a limitação do saber. Em outras palavras, estamos determinados ao concreto de Niemeyer e seus discípulos, grandes e ‘fechados’. Não aproveitamos mais o pôr do sol, as crianças não conhecem as matizes da aurora, o grasnar do pássaro. O céu estrelado que os antigos decifravam é ofuscado hoje pelos outdoor’s. Já dizia Thoreau em meados do século XIX que “seria ótimo, quem sabe, se pudéssemos passar um pouco mais dos dias e das noites sem nenhum obstáculo entre nós e os corpos celestes, se o poeta não falasse tanto à sombra de um telhado ou o santo não morasse entre quatro paredes por tanto tempo. As aves não cantam dentro das grutas, nem as pombas cuidam de sua inocência nos pombais.”

Assim como o iluminismo habilitou revoluções intelectuais e fez erigir grandes pensadores, e ao contrário da geração yuppie que décadas atrás vangloriou as finanças, a volta para os valores da terra em nosso tempo conduzirá a indivíduos solidários, altruístas, e até quem sabe gênios verdes.

* estimativas apontam a descrição de apenas 20% do total existente.

Gustavo Góes

Anúncios

Read Full Post »

800pxMarina_Silva_2007

Após a criação do conceito de desenvolvimento sustentável em 1988 pela Comissão das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento, as organizações tanto públicas como privadas vêm buscando, vale dizer que aquém do ideal, aliar crescimento econômico sem comprometer as futuras gerações. Nessa esteira que em 1994 John Elkington criou o termo triple bottom line, conhecido no Brasil como o tripé da sustentabilidade, que consiste na orientação organizacional para resultados econômicos, sociais e ambientais. Por outro enfoque, ao contextualizarmos o termo para uma nação, caracterizada como república, que significa “coisa do povo”, já era de se esperar o trato especial pela coletividade, entretanto não é isso que vemos, já que os países desenvolvidos e em desenvolvimento ainda são muito influenciados pelo contexto de Adam Smith do século XVIII, que definiria o potencial das nações por meio da riqueza material.

Fortalecendo o assunto, ao analisarmos os governos democráticos brasileiros percebemos um forte apelo econômico, passando pelo controle da inflação e culminando na gestão FHC. Com a chegada do ex-metalúrgico Lula ao poder teve-se a orientação baseada não só na economia, como também no social. Mas e agora, as eleições serão em 2010 e o quadro político estava se desenhando com dois candidatos desenvolvimentistas, José Serra e Dilma Roussef. Eis que nas últimas semanas a senadora Marina Silva recebe o convite a se candidatar para presidência da república pelo PV.

Convém ponderar que essa mulher tem uma biografia fantástica, nascida no Acre trabalhou na extração da Seringa em sua infância e parte da adolescência, foi alfabetizada aos 16 anos e aos 26 formava-se em História, dedicando-se a dar aulas. Foi companheira de Chico Mendes no início da sua vida política, e é hoje uma das personalidades mais influentes do mundo, laureada com dezenas de títulos, no que se destaca o “Champions of the Earth” oferecido pela ONU, além de ser reconhecida pelo jornal britânico The Guardian como uma das 50 pessoas para salvar o planeta.

É importante frisar que para o completo ciclo do triple bottom line no governo brasileiro será necessário a orientação de base ambiental junto ao sócio-econômico. Estamos a pouco mais de 100 dias do maior evento na história dedicado ao Meio Ambiente, o COP-15 a se realizar em Copenhagen vai projetar mudanças importantíssimas para o futuro da humanidade. Não resta dúvida de que após essa conferência a discussão ambiental ganhará muito terreno, e a candidatura de Marina Silva consagrará essa bandeira. Inadequado seria esquecer também que Barack Obama venceu justamente com sua campanha baseada no econômico-social-ambiental. Será que aqui também será possível?

Gustavo Góes

Read Full Post »

A Vida no Campo

 CIMG6077

Quem nunca numa situação de estresse ou algum tipo de inconformidade urbana decorrente ao estilo de vida contemporâneo não teve vontade de largar tudo e buscar uma paz no campo ao meio da natureza e seus privilégios….? Pois bem, muita gente responderia que sim, até mesmo para os mais apaixonados pela vida urbano-industrial.

Com o avanço dos grandes centros e os aglomerados urbanos as pessoas acabam se tornando alvo fácil do sedentarismo, vida alienada, falta de exercícios e outros fatores nefastos que dificultam a vida em harmonia com a natureza e seus benefícios.

  Vivemos em um mundo capitalista, verdade seja dita em que o acumulo de bens e a degradação ambiental em todos os aspectos são bons para o crescimento de certo país ou região, optamos por um estilo de economia retilínea onde nada é reutilizado, forçando-nos sempre a substituir tais produtos ao invés de reaproveitarmos, tal processo que nos leva a pungente situação de que não há mais espaço para  demasiado lixo no planeta e os paises ricos até andam exportando seus lixos. Chegamos a um ponto onde se surgem a cada dia novos problemas causados pelo dia-a-dia conturbado, como doenças, acidentes de transito, e inúmeros outros distúrbios. Paralelamente há que não sofra muito com estes problemas, buscando uma paz interior e um estilo de vida saudável, muitas pessoas vêm descobrindo a tranqüilidade de uma vida no interior. Cidades pequenas cuja infra-estrutura não corresponda a grandes centros pode ser a resposta para alguém que procura uma vida tranqüila.

 No Brasil, por exemplo, a agricultura familiar já alcança milhares de famílias, crescimento que vem direcionando as famílias brasileiras para uma qualidade de vida maior, sendo que somos os maiores consumidores de venenos do mundo, grande premio este.

Nas terras familiares há sempre em alguma família um co-morador que já tenho ido buscar a felicidade em algum centro urbano, grande cidade, mas acaba voltando para a vida no campo cuja ideologia seja a harmonia com a natureza, alimentação e estilo de vida mais saudável, levando a vida pro – ativa essas pessoas vêm atingindo um índice de felicidade interna bruta invejável, conciliando a simplicidade com a felicidade.

 Chegamos em uma situação planetária onde o homem voltará às suas origens, tendo que reaprender a viver bem com menos, reaprender seus valores, seus ideais, ou então aumentará exponencialmente os aglomerados urbanos, a massa de calor nas cidades se elevará em grande escala. Todos temos a chance de mudança, e ela deve ser feita agora caso contrario, estaremos posteriormente em situação de calamidade.

                                                                                                         Gustavo G. Sanches

Read Full Post »

23-01-2008-09-48-57-imagem2

O renomado pesquisador James Lovelock conseguiu ao longo de décadas comprovar que nosso planeta é um superorganismo. Ele denominou de Gaia e o que antes era apenas hipótese hoje já se consagra como teoria; seria então a Terra, assim como nós humanos, um conjunto de “órgãos” que formam o todo. Cumpre assinalar, todavia, que assim como o câncer aflige o homem, Gaia pode estar ciente de que o homem seja a sua doença letal, e por meio do nosso estilo de vida “moderno” estamos sendo inoportunos com ela. É de se ressaltar, entretanto, que nossa espécie recebe o nome de homo sapiens, e essa sabedoria que levamos no nome é a única força que nos indicará o caminho da harmonia com Gaia.

Nessa linha de análise o pensamento de respeito para com nosso planeta vem ganhando cada dia mais destaque, porém é necessário dizer que um longo caminho ainda deve ser percorrido, pois temos na sociedade um grande conflito de atitudes. Por um lado tem-se o indivíduo consciente, ou ambientalista, que quer salvar o planeta, mas suas melhores intenções acabam figurando solitárias pois seus vizinhos permanecem na mesma.  Por outro lado tais vizinhos juntos ao restante da sociedade continuam com a visão arcaica de crescimento, na qual o sistema privado tem como objetivo principal a quantificação do faturamento apenas, negligenciando o bem estar dos seus colaboradores e interessados.

Vale dizer que essa visão antiquada descrita acima pode ser constatada justamente na organização que representa os interesses dos cidadãos. No país onde existe o PAC, com seus projetos dignos do século XIX, identificamos o quão grande é o desafio da sustentabilidade. Já dizia Thomas Jefferson que “é tolo a sociedade apegar-se a velhas ideias em novos tempos, como é tolo um homem tentar vestir suas roupas de criança.”

Não se pode perder de vista que enquanto os ambientalistas permanecerem solitários, serão apenas esforçados compensadores das ações alheias, e esses esforços são muito úteis, no entanto insuficientes. A verdadeira sustentabilidade somente será possível quando os tomadores de decisão se libertarem do paradigma quanti, emergindo então a sociedade pós-industrial com o paradigma quali.

Gustavo Góes

Read Full Post »