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Archive for fevereiro \29\UTC 2012

Albert Hoffman's Bicycle Day - Sidronio Teichmann

Cidades cheias, de carros, de estresse, de monóxido de carbono, de “acidentes” e mortes no trânsito. E a solução por aqui sempre é a construção de mais vias, menos calçadas, mais estacionamentos. Não, basta! Será que não evoluímos ainda ao ponto de buscar alternativas? As cidades precisam ter sua mobilidade projetada para as pessoas, e quando se coloca tal prioridade, a exclusividade que os carros têm atualmente vai por água abaixo. Temos então o clamor, mais do que nunca, por transporte público de qualidade. Não só isso, a diversificação de modais torna-se elementar, daí um meio de transporte ganha força, crescente em uso e com inúmeros pontos fortes, a bicicleta.

bike power

Bike Power - Valdinei Calvento

Bikes, magrelas, camelos, enfim, bicicletas. Seja qual for sua chamada, elas não são apenas brinquedos. A ida à padaria, à escola, ao clube, ao banco, ao trabalho; são deslocamentos, quando de curta distância, que podem muito bem serem percorridos pedalando. Diferente do carro, que em sua maioria ocupa alguns metros quadrados para carregar apenas uma pessoa, que custa caro, que poluí; a bike é leve, limpa, barata, além de atividade física. A bike aproxima as pessoas e as coloca em contato direto com seu meio. O ciclista sente o vento no rosto, constata de perto os problemas e qualidades da sua cidade. Ele não tem barreiras entre si e seu ambiente, sente de perto o calor, o cheiro e o barulho de uma rua central, mas também sente o frescor e o silêncio de uma rua à margem de um vale. Não é exagero dizer que quem pedala se torna mais politizado.

Aspectos carro X bike

Quando analisamos os aspectos ambientais das bicicletas, no seu uso não há combustível, a não ser nossas próprias energias, ou seja, xô sedentarismo. Também são ausentes os gases poluentes, além do  ‘vruuumm vruuuuumm’, tão disseminado pelos escapamentos endiabrados. Já na produção das bicicletas, o uso dos recursos naturais é bem inferior ao da produção de um automóvel. Outro fator importante é o custo, que é acessível a grande parte da população.

Sabemos que nem tudo são mil maravilhas, o ciclista na maioria das vezes é visto como um fracassado,  alijado do poder de estar ao volante de um carro. Tantas outras vezes é um fardo para o motorista que acha que é dono da rua. É claro que as condições para se pedalar nas cidades ainda precisam melhorar muito, mas o crescente uso desse modal está fazendo naturalmente com que aos poucos a cidadania exista no trânsito. Aliás, ao ciclista cabe o cumprimento dos seus deveres, além de ter conhecimento do bem que faz ao trânsito, fazendo assim como um portador de direitos, pois é cidadão, contribuinte e também consumidor.

benefícios das bikes

Benefícios das bikes - autor desconhecido

Claro que todas as qualidades expostas aqui não são para revolucionar a mobilidade urbana, levando todos ao uso da bicicleta. O que se almeja é o compartilhamento dos modais, cada um na sua especificidade. Estamos em ano de eleições municipais e a mobilidade urbana deverá pautar a campanha dos candidatos, vamos lembrar que a questão não é a mera construção de vias e sim o bem-estar dos cidadãos, afinal, as cidades são das pessoas.

Gustavo Góes

meditação e bike

Aceito e agradeço - Valdinei Calvento

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