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Archive for the ‘cenário político’ Category

Boas Festas

Com o término de mais uma Conferencia das Partes sobre Mudanças Climáticas, COP15 realizada entre 7 e 18 de dezembro em Copenhage, pode-se notar um eufemismo dentre os principais chefes de estado. Diante de muitas opiniões divergentes, necessidades divergentes, o resultado foi mais uma vez uma dicotomia entre economia e ecologia, sendo que economia enfatiza competição, expansão, dominação e ecologia enfatiza os princípios básicos da vida como, cooperação, conservação e parceria. Muitos estavam esperançosos com os resultados, esperando assim uma aliança de cooperação entre os paises ricos e os paises pobres, mas de fato os tecnocratas lá presentes não conseguiram sentir o risco a qual colocamos nosso futuro comum.

Cooperação se resume como um dos princípios básicos da ecologia sendo que nenhum organismo individualmente consegue prolongar sua existência, pudera as siglas COP significar Cooperação, uma reunião onde as pessoas visassem o todo e não somente seus interesses pessoais, pudera os chefes de estado sentirem que tomaram a decisão errada em somente analisar o lado econômico da situação e não realmente a gravidade do assunto que estava sendo discutido. Mesmo com todos os conhecimentos sobre os trágicos fins que possa ocorrer caso o planeta esquente dois graus, cumpre dizer que com nosso modo de produção e consumo, assinamos o contrato de uma catástrofe ecológica, antecipando o trabalho que um dia iria ser realizado pela nossa principal fonte de existência, o sol, que em alguns bilhões de anos irá nos engolir, pode-se ver que nossa extinção é uma coisa certa, outrora adiantar um processo natural pela ganância da minoria é agônico.  Os gases causadores do efeito estufa se excederam há algum tempo, e a culpa, a culpa é disputada entre o Oriente e o Ocidente, algures no ocidente há de se ter culpados, algures no oriente há de se ter culpados, sendo assim, a culpa é de todos nós, que somos desde crianças inicializados nesta sociedade de consumo, onde insistimos em ter um entrosamento homem a homem, e deixamos de lado o entrosamento homem natureza, sendo a natureza em nosso meio e o homem se adaptando a ela de forma que não a prejudique e sim co-exista harmoniosamente.

A cúpula de Copenhage teve seu trágico fim, os chefes de estado retornaram a suas nações, para suas respectivas luxurias, enquanto os paises pobres que são os principais afetados pela ganância destes citados acima, irão presenciar o começo das trevas. O que se almeja agora neste clima natalino e de esperança para o ano posterior, é que para aqueles ainda bem esperançosos, sejam mesmo aqueles que esperam o Papai Noel neste natal, tenha-se um portentoso começo de ano, e que o clima natalino abram as portas do coração daqueles que podem definir o futuro de nosso planeta e coloque muita luz em suas decisões.

Gustavo G. Sanches

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Após a criação do conceito de desenvolvimento sustentável em 1988 pela Comissão das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento, as organizações tanto públicas como privadas vêm buscando, vale dizer que aquém do ideal, aliar crescimento econômico sem comprometer as futuras gerações. Nessa esteira que em 1994 John Elkington criou o termo triple bottom line, conhecido no Brasil como o tripé da sustentabilidade, que consiste na orientação organizacional para resultados econômicos, sociais e ambientais. Por outro enfoque, ao contextualizarmos o termo para uma nação, caracterizada como república, que significa “coisa do povo”, já era de se esperar o trato especial pela coletividade, entretanto não é isso que vemos, já que os países desenvolvidos e em desenvolvimento ainda são muito influenciados pelo contexto de Adam Smith do século XVIII, que definiria o potencial das nações por meio da riqueza material.

Fortalecendo o assunto, ao analisarmos os governos democráticos brasileiros percebemos um forte apelo econômico, passando pelo controle da inflação e culminando na gestão FHC. Com a chegada do ex-metalúrgico Lula ao poder teve-se a orientação baseada não só na economia, como também no social. Mas e agora, as eleições serão em 2010 e o quadro político estava se desenhando com dois candidatos desenvolvimentistas, José Serra e Dilma Roussef. Eis que nas últimas semanas a senadora Marina Silva recebe o convite a se candidatar para presidência da república pelo PV.

Convém ponderar que essa mulher tem uma biografia fantástica, nascida no Acre trabalhou na extração da Seringa em sua infância e parte da adolescência, foi alfabetizada aos 16 anos e aos 26 formava-se em História, dedicando-se a dar aulas. Foi companheira de Chico Mendes no início da sua vida política, e é hoje uma das personalidades mais influentes do mundo, laureada com dezenas de títulos, no que se destaca o “Champions of the Earth” oferecido pela ONU, além de ser reconhecida pelo jornal britânico The Guardian como uma das 50 pessoas para salvar o planeta.

É importante frisar que para o completo ciclo do triple bottom line no governo brasileiro será necessário a orientação de base ambiental junto ao sócio-econômico. Estamos a pouco mais de 100 dias do maior evento na história dedicado ao Meio Ambiente, o COP-15 a se realizar em Copenhagen vai projetar mudanças importantíssimas para o futuro da humanidade. Não resta dúvida de que após essa conferência a discussão ambiental ganhará muito terreno, e a candidatura de Marina Silva consagrará essa bandeira. Inadequado seria esquecer também que Barack Obama venceu justamente com sua campanha baseada no econômico-social-ambiental. Será que aqui também será possível?

Gustavo Góes

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