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Tarsila do Amaral - Os Operários 1933

Um dos temas centrais entre toda a humanidade gira, sobretudo, entre a educação e a forma da qual ela é aplicada para a sua construção ou produção.  Vivencia-se o momento onde grande parte da população não tem acesso a educação, e muitos dos que tem oportunidades a terem uma educação condizente, abandonam os colégios, nem tentando ir para as universidades, não por falta de interesse dos mesmos, mas sim pela forma na qual os educadores tentam transferir os seus conhecimentos, acreditando assim que a educação é uma via de mão única onde somente eles ditam as regras e os educandos ir-se-ão padecer.

Dias atrás me deparei com esse paradoxo lancinante que ocorre a todo o momento em todas as IES (Instituições de Ensino Superior) de todo o globo: de um lado a docente tem muitos rótulos e méritos para estar ali e, de outro lado, a incapacidade de criar possibilidades para a produção do conhecimento, o orgulho de não querer reconhecer que quem ensina também aprende, de que não há docência sem discência, que o conhecimento é uma via de mão dupla, onde ambos irão progredir. Cumpre aí, repensar todo o desestimulo moral, intelectual, que docentes como a descrita acima, ocasiona na vida de muitas pessoas que se esforçam para fazer da sociedade um lugar mais justo e democrático. Como pensar numa sociedade democrática tendo um ensino fascista, ou você vai para a lousa fazer o exercício ou para a sala de tortura. Quão estimulante é este ensino querida docente, que não sabe nem ao menos pedir, mas sim mandar. Haja vista que a classe educadora é uma das mais brilhantes da humanidade, estimulando as pessoas para uma condicionante de vida melhor, proporcionando uma leitura de mundo através do ensino, quero aqui deixar claro o meu prestigio por todos os educadores críticos e cientes de sua função, mas não deixo de lamentar uma pequena parcela que entristece e desestimula a criatividade e a liberdade de escolha dos discentes.

De tal forma, constata-se que um ensino onde o educador queira ditar suas regras sobre um pedestal, querendo com isso se posicionar melhor que o aluno, encontra-se num paradigma pungente, que necessita de mudança e rápido, sendo assim, cabe aos professores insistir numa interação maior dentro de suas salas de aula, cabe também a eles uma flexibilidade, tendo em vista as divergências encontradas entre todos aqueles que fazem sua parte para o processo do conhecimento.

Por fim potencializa-se a educação como forma de promover e recuperar a ética do ser humano, quiçá um dia ter-se-ia ao menos um docente em cada curso que tenha lido Paulo Freire antes de entrarem nas salas de aula.

Gustavo G. Sanches

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